Grande Allan Sieber!!

Bom início de semana.


Dizem as paredes:

No muro de uma movimentada avenida de Porto Alegre: "Se Jesus descer à Terra, que deça armado."

Toda vez que vou para Porto Alegre é a mesma história.A sensação de estar voltando pra casa toma conta de mim, fazendo com que não veja a hora de chegar e curtir a cidade.E é todo um contexto, é verdade, das pessoas que lá estão e das coisas que me remetem à minha infância, que me confortam quando estou lá.

Minha família, o  pôr-do-sol no Guaíba, o Centro, a Casa de Cultura, o Olímpico, as rádios, aquele céu azul!!!Tudo isso, por mais simples, que seja, faz com que eu troque muitas viagens por alguns dias em Porto.Quem conhece, e gosta da cidade, sabe do que estou falando.

Fico inebriado com a beleza natural da cidade.As mulheres, sem comparação, verdadeiras beldades.E os prédios parecem exalar uma espécie de droga que me deixa viciado à essa metrópole.

A partida, de volta, é sempre igual.Encaro cada pedaço da cidade, no trajeto até o aeroporto, e lá, vou me despedindo dos prédios, enquanto o sol vai desaparecendo no horizonte.E penso na goma cinza que me espera.

Não que eu deteste São Paulo.Já me acostumei  até, e hoje posso dizer que gosto da cidade, mas em Porto Alegre é que sinto minhas raízes reforçadas e meu espírito renovado.

O famoso pôr-do-sol de Porto Alegre.


 

Dizem as paredes

No centro de Porto Alegre, em uma parede, pichado:

"O imperialismo é um tigre de papel"

Com apenas seis anos de idade a criança, infelizmente, mais lembrada do país na atualidade, teve sua vida covardemente abreviada por bandidos no Rio de Janeiro.Depois do que ocorreu, acredito, particularmente, que nada mais pode superar o nível de banalização da vida, e da total impotência da população.

A discussão agora é a respeito da redução da maioridade penal, o que mais uma vez mostra o total desvio e falta de objetividade que cercam essa discussão.

Em primeiro lugar, a simples redução da maioridade vai resultar em mais adolescentes em presídios, participando de rebeliões e tendo sua formação moral destruída.Se reduzirem para 16 anos, em algum tempo vão querer reduzir para 15, assim por diante.A questão, mais uma vez , é a raiz de todo esse problema.

Ao invés de somente se discutir quais as punições que os bandidos devem receber, a raiz do problema não é trabalhada.Educação, melhores condições carcerárias, enfim, as mesmas questões de sempre (e de nunca para os olhos de Brasília), que deveriam estar não só sendo debatidas, combatidas efetivamente.É duro ter que ver todo esse escarcéu para nada, em torno de pontos esdrúxulos da discussão, sendo que ao final, outra vez a pizza entrará em cena.Isso porque sou um mero espectador da situação, mas imagine a mãe e o pai do garoto, assim como toda sua família, que a essa altura devem estar sendo explorados ao máximo pela imprensa medíocre desse país, com o intuito apenas de ser movimentado mais dinheiro.

Apesar do colunista da Folha, Gilberto Dimenstein ser ,ao meu ver, um tanto enfadonho em suas colunas, ele têm mostrado o quão pequenas ações e iniciativas locais podem dar resultados positivos.Ao invés do debate demagógico de Brasília, ações, como as que reduziram o crime no Jardim Ângela e também na Colômbia, (ambas explicitadas por Dimenstein) deveriam ser amplamente divulgadas.Como exemplos a serem seguidos.

Mas todos deixarão de pensar nisso, pois o rufar dos tambores se aproxima.É carnaval.

 

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