Bush se foi, o paulistano se deu mal e a chuva insiste em cair. No último final de semana São Paulo contou com a visita do “Mr. President”, que parou a zona Sul da cidade. Bush contou com uma frota de segurança que cairia muito bem na tentativa (eu disse tentativa) de inibir ataques criminosos à população brasileira, mas claro que, ele é infinitamente mais estimado por Lula, do que a tal população.
No campo político, o caráter etílico (sem ambigüidades, por favor!) do encontro entre os dois presidentes deu o tom à cobertura jornalística.Era etanol pra cá, etanol pra lá, e reduzir os subsídios agrícolas norte-americanos, que é bom, nada!Bush respondeu com um sonoro “não” carregado, claro, de muita diplomacia (até que se sinta ameaçado, e resolva invadir o Brasil) à qualquer tentativa de redução de subsídios, bem como de taxação sobre o álcool brasileiro.Lula, é claro, como de praxe não pôde deixar de abrilhantar o encontro com suas “pérolas”da oratória.
No fim das contas, fez-se um escarcéu todo, para ficar estabelecido um provável acordo com os EUA no que diz à produção de etanol, enquanto os brasileiros continuam morrendo assassinados todos os dias."Mas o que isso tem a ver?", pergunta o infame leitor.Ora, tudo; afinal enquanto ficamos nesse lenga-lenga com os norte-americanos o país continua progressivamente afundando.E como já diria Mano Brown: " (...)Esses caras aí tentam trazer 'os gringo' aqui pra dentro, enquanto os próprios brasileiros tão aí...jogados(...)".
E ninguém me convence, aliás, que essa viagem de Bush pela América do Sul tem, é claro, um propósito de discutir projetos de pesquisa e produção de fontes alternativas de energia, mas que ela conta com um caráter ideológico fortíssimo. A tentativa de opor-se à influência de Hugo Chavez e sua Revolução Bolivariana é notável.

Amigo é coisa pra se guardar....
Lulês
Na coletiva com George W. Bush em São Paulo:
- O processo de negociação entre países não tem diferença de um processo de negociação entre pessoas humanas.
Sobre as negociações comerciais entre países ricos e pobres na Organização Mundial do Comércio:
-Já conversamos muito ao longo dos últimos meses e estamos andando. Andando com muita solidez para encontrarmos o chamado "ponto G".
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