
HÁ ESPERANÇA
Celso Lungaretti (*)Quarenta anos depois, pouca coisa mudou.
Temos, como em 1968, universidades públicas que não cumprem sua missão primeira, de formarem cidadãos capazes de refletir sobre a realidade em que vivem e nela interferirem de forma positiva, beneficiando a coletividade.
Antes elas forjavam os quadros dirigentes da elite, agora o pessoal especializado que mantém o sistema funcionando – sempre colocadas a serviço da classe dominante e não da sociedade como um todo (o que seria a justificativa de sua existência, caso contrário os contribuintes estarão sendo lesados).
Pode-se dizer que houve até uma involução, pois, quatro décadas atrás, o ensino superior pelo menos procurava dotar os alunos de conhecimentos globalizantes e um mínimo de raciocínio crítico; agora, a ênfase é toda no aprendizado acrítico de profissões, de forma que delas saem meros apertadores de parafuso com diploma acadêmico. Para se desincumbirem dessa função menor, bastariam os liceus de artes e ofícios.
Também não mudaram os reitores e hierarcas acadêmicos, recorrendo à pompa e ao autoritarismo para tentarem evitar que se perceba sua nudez: fingem-se de sacerdotes do saber, mas não passam dos gerentes de uma linha de montagem.
E, como todos os farsantes, esmeram-se nas ilusões, comprando as penas mais suntuosas para pavonear-se... à custa do Erário.
Então, não é por acaso que os jovens de 2008 voltam a trilhar os caminhos da geração 68. Os mesmos sonhos os embalaram e a mesma frustração os acometeu. Lutaram muito para chegar aonde estão e percebem que terão de lutar mais ainda para que a universidade seja realmente universidade.
Independentemente das circunstâncias de cada episódio, são merecedores de nosso total apoio os universitários que estão reerguendo movimento estudantil em todo o País – e, particularmente, os valorosos jovens da Universidade de Brasília, santos guerreiros que estão enfrentando o mais patético e desmoralizado dos dragões da maldade.
Correm o risco de sofrer uma ação policial por conta de um mandado de reintegração de posse que, atendendo à letra da
lei, é um atentado grotesco contra o espírito da
justiça: se as instituições funcionassem no Brasil, há muito o magnífico dilapidador dos recursos públicos teria sido botinado da reitoria – pela porta dos fundos!
Há alguma coisa de podre num país em que a lei mais parece contrariar do que concretizar a justiça.
Mas, nem tudo está perdido: depois de tantos mares de lama e escândalos impunes, é alentador vermos que a juventude voltou a travar as boas lutas.
Há esperança.
O bom e velho Carlos...
Eu, Etiqueta
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Escola de Base II

Não, não comentarei sobre o bestial caso da menina assassinada brutalmente. Ao menos não da maneira como tem sido feito por imprensa e opiniào pública. Apenas agora o processo de apuração dos culpados parece tomar corpo ( e INDICAR que os pai e a madrasta foram os autores do crime), mas o casal já está execrado desde o início do caso. A irresponsabilidade da abordagem de jornais como a Folha e o Estadao, apenas escancarou a vida dos familiares da garota, baseando-se sempre numa avidez por delcarações de "autoridades" a respeito de possíveis culpados, para que virassem foto de capa. O resultado foram as aspas de um irresponsável delegado que acusou o pai e a madrasta da garota pelo crime e a posterior prisão preventiva do casal, sem nenhum embasamento jurídico.
Não se trata aqui de eximir eventuais culpados (que a essa altura, pelos relatórios da Polícia, parecem ser os reais autores do homicídio). A questão é que isso é papel da Justiça, e não cabe à imprensa montar verdadeiros palcos de Inquisição midiática, para jogar indivíduos ao fogo punitivo apenas para vender seu respectivo peixe.Repetindo o tipo de postura das matérias a respeito da Escola de Base, quando a direção do colégio foi acusada sem provas e injustamente de assediar crianças, a ética e o comprometimento são postos de lado, em prol do sensacionalismo.É caro Arbex, vivemos tempos de "showrnalismo" mesmo.
Ópio do bom


TRILHA SONORA DO GUETO- A Igreja já era, já era a Igreja
Final dos tempos
Fim do mundo
voce sabe como é
baguio ta doido
homem é sujo
ta vendendo ate a fé
de la da frente o pastor
grita que é pra todo mundo ouvir
NAO TEM DINHEIRO, NAO TEM CHEQUE
TRAZ O SEU CARTAO AQUI
PODE SER VISA OU SER DINERS
OU ATE O MASTER CARD
PRA NOIS NAO IMPORTA, O NOME DELE
E SIM O QUANTO TU VAI DAR
Ainda ora sim senhor
proteja esse nosso irmao
que deu pra nós tudo
que tinha nao da cadeia e doaçao de madrguada na tv o cara fala que te escuta nossas igreja faminta parecendo protistuta
se nao tem nada é meia boca se é milionario tá completo
só falta para igualar pastor transar em campo aberto
Brasil pais das maravilhas
e pais das facção
tem o cvv o pcc
a universao televisao
direto fala que o marcola
o fernandinho beira mar
se encontram preso
pq crime eles foram praticar
edir macedo nao vai preso
é um honesto cidadao
melhor dizendo nao vai preso
pq não é la do capao
Brasil ta mesmo é precisando
de um bin laden de bombeta
daquelas que é branco e vinho
um vida loka com certeza
que nao tem medo de falar
e nao tem pena de dizer
que enganar o povo leigo´
é ser pior que o pcc
" alo alo alo,fala que eu te escuto
me da o teu dinheiro e vive
igual filha da puta
alo alo, alo, igreja é tudo igual
nao importa se eh catolica
ou é universal
alo alo, alo, cuidado meus irmaos
pega o seu dinheiro e vai
comprar alimentação
alo alo alo, cuidado com o edir macedo
que fala na tv que é rico
com o teu dinheiro"
edir macedo é teu pastor
e nada faltara
enquanto aqui na terra
tiver troxa pra bancar
irmao, vc quer ir pro ceu
me da tudo que tem
no ceu só entra alma
la nao tem lugar pra bem
e nao adianta agora
voce vir reclamar
só resta pra voce
o livro dele ir comprar
ele nao disse que é rico?
pq eh filho do rei?
voce que da o dinheiro
não tem nada nao é ninguem!
infelizmente o ditado
foi feito pra voce
o pior cego num enxerga
ele enxerga e nao quer ver
"TRILHA $ONORA DO GUETO
a verdadeira voz dos oprimidos
"ae, eu usei o edir macedo de exemplo pq é o mais cara de pau, que vai na televisao, dá entrevista pra lançar seu livro e fala que é rico pq eh filho de deus, achando que nois que vai na igreja buscar uma melhora pra nosso espirito, pra nossa fé, nao tem dignidade de ter as coisas,
mas ai, igual a ele tem varias ai, varios pastor, varias igreja de varias denominação que só pensa em dinheiro
ce vai na igreja o cara não pergunta se ta faltando um arroz, um feijao na casa do irmao da igreja pra perguntar se o outro nao tem dois pra trazer pra dividir, eles fala pra voce assim ó":
_ VAI IRMAO TENHA FÉ, ACREDITA EM DEUS, VOCE SO TEM O DINHEIRO DA SUA CONTA DE LUZ? SO TEM O DINHEIRO DA PRESTAÇÃO DO SEU ALUGUEL? DA PRA DEUS, ACREDITA EM DEUS
nao vai nessa não chará
DEUS nao quer dinheiro nao
DEUS quer coração, quer alma pura
DEUS é o dono do ouro e da prata
ta escrito na biblia
se ele quizesse dinheiro
ele nao tava preocupado em salvar sua alma
ele ia se preocupar em salvar a casa da moeda, o banco central
nao cai nessa não xará, sai fora
dinheiro aqui nasceu e aqui vai ficar!
" alo alo, alo,fala que eu te escuta
me da o teu dinheiro e vive
igual filha da puta
alo alo, alo, igreja é tudo igual
nao importa se eh catolica
ou é universal
alo alo alo, cuidado meus irmaos
pega o seu dinheiro e vai
comprar alimentação
alo alo alo, cuidado com o edir macedo
que fala na tv que é rico
com o teu dinheiro"
MALANDRAGEM

ÓPIO: A OVERDOSE!

REGGAE DO CRENTE
Por anônimo
Põe camisa com gravata,calça preta bem passada que me converteram.eu fui no culto do domingo e vi o pastor jogando bingo e gastando todo o meu dinheiro.
E me levo os bens me levo tudo levo casa,levo carro importado até o meu desodorante, me disseram amém. Só pode entrar se der o dízimo, parar de gravar disco e sair da banda. "isso é pro meu bem". Fui batizado a 10 meses na piscina de água benta no quintal de uma igreja,
não tô legal
tô passando mal tô incorporado mainha
Pastor;; a salvação está aqui aleluia ´´aleluuia´´
Refrão;; o mãe vê se me manda um dinheiro meu culto é maneiro não tem mais dinheiro pra dá
Pastor;;irmãos vamos colabora,vamô dá dinheiro,dá relogio,dá carteira tá cheia! dá tudo!
Refrão;;o mãe acho que me converteram, fiquei sem dinheiro mandaram eu parar de cantar
Pastor;;meu filho você se converteu,o satanás saiu do seu corpo.Agora traz o digão,tras o fred,o caniço,traz o chorão do charlie brown jr,traz o marco tulio lá do j quest,traz o frejat,traz todo mundo!! aleluia queima ´´queima´´!!
Meu dinheiro sacolinha levou
Pastor;;levo não tá comigo guardado no cofre
Me pediu uns 10 mil me pediu, ai eu dei
Pastor;;ainda bem irmão senão você iria queimar no inferno
Aaaaaaaaaai eu dei
Pastor;;comigo estaremos na sede com uma corrente de fé e esperança com os artistas,traga seu instrumento para vender irmão aleluuuuuia
Virei crente, virei crente, virei crente demais.Parei de ser maconheiro
Virei crente,virei crente,virei crente demais .E canto gospel o dia inteiro
Virei crente,virei crente,virei crente demais parei de ser maconheiro
Virei crente,virei crente ,virei crente demais...
"É na Igreja que o povo esvazia as bolsa"-------lembra?
O ÓPIO
Por André Dahmmer

TIO ALLAN

E COMEÇA O ANO...

TIO ALLAN

Bom carnaval!

A CIDADE QUE NUNCA DORME
São Paulo completa 454 anos sem parar para festejos, e impulsionada pelos mineiros, gaúchos, nordestinos e tantos outros que nela habitam.Não sei se para alguns esse marco pode trazer certo espírito otimista, mas a verdade é que como ela mesma, a cidade apresenta paradoxos.
Simultânea à melhoria de seu aspecto violento (dados estatísticos de “seu Diemenstein”), e do aumento de seu aspecto de “centro do Brasil”, o caos urbano parece cada vez maior.O transito já é lugar-comum e rotina paulistana, e aliado à defeituosa malha de transporte publico, implica a previsão de um pandemônio futuro.Ainda que as estatisiticas possam apontar o contrario, a violência ainda é um problema, e infelizmente, também se incrustou ao cotidiano de São Paulo.
Confesso que tive que aprender a gostar de São paulo.E ainda aprendo.Nao gostava de seu concretismo predial, seu céu seguidamente cinza, e sua dinâmica selvagem.Acostumado a Porto Alegre passei a entender que São Paulo é uma cidade que deve ser descoberta, e que a Avenida Paulista não é a melhor maneira de conhecer a metrópole.Deve-se descobrir as minúcias, os becos, as novidades, e toda a loucura e surpresa que a cidade nos oferece, reconhecendo suas mazelas, de um Brasil que habitamos.Essa cidade é um delicioso mistério...
Veremos esse ano uma nova eleição para a prefeitura, na qual Kassab (o hiperativo Sarkozy brasileiro) disputará com Marta Suplicy, talvez.De uma forma ou de outra, os habitantes de São Paulo e aqueles que a amam devem ficar atentos à politicagens e atitudes eleitoreiras.É o futuro de nossa cidade que estará sendo decidido.
Subindo...

Stairway to heaven....????
Parem as máquinas!Um Rolex foi roubado
A interpretação burra e o debate mal elaborado geram situações como a vividas recentemente em Sao Paulo.A resposta do rapper Ferrez ao texto bom samaritano e polido de Luciano Huck foi totalmente má interpretada por boa parte daqueles que a avaliaram.Ferrez dramatizou o episodio, sob a ótica do criminoso, mas para muitos o que se passou foi uma apologia ao crime.A grande maioria dos leitores da FOlha naã tem ideia de que´m é Ferrez, de sua importancia para o Capao Redondo e de sua trajetoria.A conclusão dada ao artigo pelo rapper, indica" no fim das contas, o rolo foi justo" numa clara afirmação cínica do que é sabido por todos.A BARBARIE SOCIAL PERMANCECE A MESMA!Independente de um Rolex ter sido furtado ou nao.O apresentador da Globo tem totais condições de obter outro relógio,ate mais caro, e o assaltante terá alguns dias de sossego.


O caso do roubo do Rolex de Luciano Huck e a repercussão do texto de Ferrez apenas evidenciam o que esse país se tornou.O principal jornal do país passou mais de uma semana polemizando em torno da questão e vendendo seu peixe.Mas e aí?O que se retira desse episódio, tendo em vista o ampla variedade de opiniões postuladas no períodico.?Parece que nada.No fim continuamos todos iguais.Os Hucks perdendo seus Rolex e os Ferrez procurando sobreviver da maneira possível
Chegamos ao ponto e esperamos pelo onibus.Eu, ela e o idiota amestrado, pseudo-doutor.Conversas ocas para passar o tempo, e destravar a incoveniencia da presença perturbadora do individuo, até que passa um onibus lotado.
-Credo!Onibus lotado...tenho nojo de pobre!-diz o imbecil.
Ouço aquilo e já espero a reação natural.A raiva tomando conta, coração na boca, e uma fala ríspida disposta a fuder com aquele racista otário.Mas não, ela não vem.Encaro o ser, e ao invés de raiva tenho é desprezo, sabendo de sua condiçao psíquica e sua mentalidade pequena.Um riso interno, maquiavélico, sem duvidas, toma conta.Ela apenas acompanha com os olhos lânguidos.
Vou-me embora.
LEU NA VEJA?SE F....
JORNALISMO TAPUIA
Ou como enriquecer sem ética numa república com uma classe média retardada.

Comentário de Celso Lungaretti:
"Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem no próximo dia 9, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias-de-capa mais tendenciosas de sua trajetória."
É triste quando vemos que um órgão de imprensa abraçado amplamente por toda uma classe social, dita instruída, abusa do ''showrnalismo" irresponsável e sem culpa.A editora Abril impõe uma ditadura midiática, na qual força uma posição anti-esquerdita pobre de argumentação, mas altamente incoerente.É de dar calafrios, levando em consideração a ainda recente ditadura que esse país enfrentou.
|
|
 |
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA MASCOTE, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, English
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|